Orgulho do Brasil? Um desabafo!




Foi caminhando pelo Brasil afora que vi muita coisa que mexeu comigo: gente dormindo em praças no Sul do país, passando frio, gente sendo linchada por justiceiros, sem serem julgadas, sem direito à defesa, gente sofrendo em corredores de hospitais e tantas outras coisas absurdas que presenciei, li, escutei que não pude mais me segurar e escrevi este texto como desabafo, principalmente por ter sido atacado ao expressar minha indignação, atacado por gente que rejeita qualquer crítica à atual situação do Brasil.

Com certeza vou ser chamado de vira-lata ou coisa parecida. Sim, por favor, me chamem disso, ou de coisa pior! Sim, me insultem, me ofendam, me ameacem, comentem isso aqui enchendo tudo de palavrões, pois assim estariam me fazendo um favor e confirmando aquilo que quero abordar aqui neste texto: a falta de civilidade do povo brasileiro e um orgulho besta que mais atrapalha que ajuda!

É triste e me assusta o que vejo: um patriotismo idiota, um bairrismo sem pé nem cabeça, gente que ataca qualquer um que aponte o que está acontecendo com nosso país, qualquer um que mostre que o Brasil está entregue às traças, aos ratos, aos corruptos, aos bandidos.

Foto: noticias.r7.com
Foto: noticias.r7.com

Não, não se pode criticar. O povo vive e sobrevive bem ou mal em um ambiente de enorme injustiça social, de homofobia, de racismo, de fanatismo religioso, de violência, mas temos que bater palmas, sambar e rebolar, fazendo de conta que está tudo bem, bradando um orgulho débil, mas, me diga, orgulho de que mesmo? Orgulho das praias que já estavam aqui antes de nós e não são mérito nosso, orgulho da natureza que estamos destruindo descaradamente para que os barões da soja e do gado se espalhem mais e mais, orgulho do clima maravilhoso que está mudando como o clima de todo o mundo porque só fazemos discursos bonitos sobre sustentabilidade e ecologia, mas sem mudar realmente nossas atitudes?  Ou seria orgulho de saques diários nos cofres públicos por políticos corruptos e egoístas, que só pensam em encher o próprio bolso, rombo na Petrobras, enriquecimento ilícito de ex-presidentes, senadores, deputados e seus comparsas e capangas? Ou será que devemos ter orgulho de gente dormindo nas praças e embaixo de viadutos, de pessoas morrendo em corredores de hospitais, de regiões inteiras sem corpo de bombeiros, sem atendimento médico, sem escolas, sem nada? Orgulho de um sistema educacional deficitário, com jovens cursando o nível médio e acreditando que Obama é um terrorista, que o Canadá tem fronteira com o Brasil e que Florianópolis é uma praia do Rio de Janeiro (coisas que tenho realmente escutado frequentemente por aí!)?

Foto: www.defensoriapublica.mt.gov.br
Foto: www.defensoriapublica.mt.gov.br

Sim, eu peço a vocês, brasileiros orgulhosos, que me expliquem do que vocês têm orgulho, pois, confesso, eu não entendo. Digam-me urgentemente do que é que vocês têm tanto orgulho assim, ao ponto de linchar virtualmente (ou mesmo realmente) qualquer um que tenha a coragem de dizer que esse país há muito tempo já virou uma casa da mãe Joana, onde se faz o que quer, ou melhor, nem todo mundo, na verdade alguns, que fazem o que querem, passando por cima de qualquer um que seja mais fraco, driblando, torcendo e encaixando a lei e o direito a seu favor, mas desrespeitando qualquer direito do cidadão comum, que só paga, só trabalha, só sofre para manter um sistema que está podre de tão corrompido.

Foto: Wikipedia
Foto: Wikipedia

Orgulho do nosso povo alegre, cheio de calor humano, hospitaleiro e solidário? Mas, ora, isso é um mito, pois na verdade nosso povo anda é por aí fazendo justiça com as próprias mãos, linchando, matando aqueles que eles julgam ladrões, sem que haja um processo na justiça, sem que a culpa seja provada, sem que qualquer direito básico do ser humano e do cidadão seja respeitado, fazendo-nos voltar à idade média, ou pior: à idade da pedra, literalmente! Não nos comportamos na verdade como trogloditas, que xingam, ofendem, perseguem pessoas em redes sociais, pronunciando selvagemente nosso veredicto, sem qualquer acanho, sem qualquer respeito, sem qualquer sentido? Não pedimos ardorosamente que adolescentes sejam enfiados em cadeias com bandidos adultos, ou pior ainda: muitos de nós não andam por aí pedindo a pena de morte para eles, tentando nos isentar de nosso fracasso como sociedade, já que fomos nós mesmos que permitimos que a coisa chegasse onde se encontra?

Sentimos orgulho de viver em um pais onde valem um peso e duas medidas, onde quem tem dinheiro tem todos os direitos, mas quem nada tem de nada vale?

Haitianos no Brasil - Foto: noticias.terra.com.br
Haitianos no Brasil – Foto: noticias.terra.com.br

Supomos sermos um povo tão humano e negamos o racismo, mas ninguém notou ainda que a publicidade na televisão brasileira é praticamente branca, apesar de mais da metade de nosso povo ser negra ou mestiça? E alguém aqui sente realmente orgulho ao saber que ainda hoje, em pleno século XXI, no Brasil, homossexuais ainda são perseguidos e discriminados, alguns até apanham e são assassinados por um povo que quer se apresentar como pacífico, justo e acolhedor? Ah, sim, acolhedor… Enchemos o peito para dizer que o povo brasileiro é hospitaleiro, recebemos os “gringos” de braços abertos, mas não só aqueles “gringos” que queremos, os alemães, franceses, americanos, italianos, enfim, aqueles que vêm com euros e dólares no bolso, mas tratamos mal os latinos, haitianos e todos aqueles que realmente precisam de nosso acolhimento e nossa hospitalidade?

Li que uma atriz teve que pagar duplamente imposto sobre seu computador em um aeroporto brasileiro devido a um erro de um funcionário da Receita Federal. A mulher ficou uma fera e reclamou. E com razão! Eu também teria reclamado e ficado chateado, principalmente por estar acostumado com outras realidades fora do país, por saber que é possível que se trabalhe corretamente e que uma sociedade funcione sem extorquir seus cidadãos. Mas sei que eu, como ela, também seria xingado por um bando de ignorantes, bairristas, limitados, que me chamariam também de vira-lata, que me mandariam sair do país, que me ofenderiam por dizer a verdade, por não enfiar o rabo entre as pernas e engolir a pílula colorida da ilusão de quem acha que está fazendo algum favor ao Brasil ao negar a realidade e tapar o sol com a peneira.

Foto: atitudecompassiva.blogspot.com.br
Foto: atitudecompassiva.blogspot.com.br

Estou cansado de ver fotos que mostram pobreza, gente catando lixo e concorrendo com urubus, violência policial, condições subhumanas ou mesmo desumanas de vida, de ler artigos sobre corrupção, de ver gente roubando o povo brasileiro, de ver que a vaca já foi para o brejo há muito tempo, mas ver, ao mesmo tempo, gente cuspindo farinha e dizendo (parecendo que até mesmo acredita!) que o Brasil seria o melhor lugar do mundo para se viver. Sim, e talvez fosse, mas para isso muita coisa teria que mudar.

GAYS SERÃO SALVOS PELA (DES)GRAÇA - Foto: setimoportal.wordpress.com
GAYS SERÃO SALVOS PELA (DES)GRAÇA – Foto: setimoportal.wordpress.com

Em primeiro lugar, deveríamos parar de confundir AMOR com ORGULHO e BAIRRISMO, deveríamos compreender que se iludir e fazer de conta que está tudo bem nada tem a ver com amar seu país. Quem ama, se preocupa, quem ama tenta mudar. E precisamos urgente de educação, mas não só de ABC e tabuada, mas de uma educação universal, que ensine o povo a pensar. E a votar. E a cobrar dos governantes que façam aquilo para que foram eleitos: buscar o bem da nação e servir ao povo! E precisamos de mais humanidade, de mais discernimento, de mais compaixão, de uma solidariedade real, de mais respeito pelos direitos de cada um, sempre, sem exceções, sem propina, sem furar filas, sem tentar tirar vantagens e sem ficar dando qualquer “jeitinho” que seja.

Pronto, estou aqui, dou minha cara a tapa, me xinguem, me insultem, me chamem de vira-lata, mas também cresçam, fiquem adultos, larguem os mitos e as lendas, comecem a fazer sua parte, arregacem as mangas e vão para as ruas cobrar seus direitos, ao invés de se esconder atrás de um perfil na internet para ofender alguém que tem a coragem de fazer aquilo que muitos não têm: DE DIZER O QUE TEM QUE SER DITO!

Eu amo o Brasil, amo muito a terra onde nasci, mas gostaria de poder sair na rua sem medo de ser assaltado, gostaria de poder dar de frente com a polícia sem ter medo dela, gostaria de ter um transporte público decente, gostaria de poder mandar meus filhos para uma escola pública, ao invés de ter que pagar fortunas a escolas particulares, gostaria de poder ficar doente sem medo de terminar morrendo em corredor de hospital, de saber que o Congresso Nacional toma decisões para o bem do povo e não para beneficiar alguns grupos ou alimentar o fanatismo religioso de quem quer que seja e que o governo aplica essas decisões sem encher os bolsos dos próprios governantes. E se você não quer nada disso e prefere ficar aí olhando para o próprio umbigo, orgulhoso de tão pouco, sem nada fazer ou pelo menos dizer para mudar a situação, só resmungando, xingando e reclamando de quem fala o que tem que ser dito, então me diga honestamente: quem de nós dois é aqui o “vira-lata”?


Foto no topo: www.amigocolorido.com.br

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Escrevo sem luvas porque tocar é importante.

7 Comentário

  1. Eu concordo com a maioria dos seus argumentos, concordo principalmente na parte que vc explica a diferença entre orgulho e amor. Só pra deixar bem claro já no começo do meu comentário: nada do que eu vou dizer tem a pretensão de justificar a situação atual do nosso país. Acho que a minha questão em relação ao seu texto é a comparação que a gente faz do Brasil em relação a países europeus, por viver aqui na Alemanha a gente tende naturalmente a comparar com a vida aqui. Sim, a situação está difícil, mas não é só pra gente, e eu acho que a gente devia antes de comparar com outras grandes potências, avaliar a história do Brasil como um todo.

    Não tem como comparar o nosso país com uma Alemanha, ou Inglaterra, ou Itália, pq esses países foram colonizadores, e não colonizados como nós. A partir daí, podemos avaliar melhor porque o povo brasileiro é do jeito que é. Diferente dos Estados Unidos, onde o povo se revoltou contra a Inglaterra e exigiu a independência, o Brasil não foi protagonista na própria história, da luta por independência. E isso diz muito sobre a gente. Porque a gente é um país que foi roubado até não poder mais pelos portugueses, ingleses, espanhóis, etc. Somos descentes de pessoas que dizimaram os povos indígenas, que eram os verdadeiros donos da terra, fomos um dos últimos países a acabar com a escravidão. E o Brasil é um país muito novo pra gente exigir que tenha a maturidade de uma Alemanha, por exemplo. Eu costumo dizer que o Brasil é um pré-adolescente, cheio de problemas que países mais velhos já sabem lidar até pela experiências que eles tiveram.

    A Alemanha por exemplo “causou” 2 guerras mundiais e sofreu muuuuito mais do que a gente pra aprender como lidar com dinheiro, com diferentes povos, com as religiões. Então, acho que sim, vc está certo em criticar, em não estar contente com a situação (eu também não to), mas eu acho que a gente consegue entender melhor a situação do Brasil e a forma com que o brasileiro reage aos acontecimentos se analisar a história geral do país.

    A nossa história é corrupta, a corrupção está enraizada na cultura brasileira, não começou agora nem há 50 anos atrás. a corrupção começou a 500 anos atrás, assim como o patriarcado que é a raiz do machismo, assim como a intolerância religiosa, quando os portugueses catequizaram os índios, assim como a ideia de ter sempre que ganhar vantagem em cima dos outros. E isso tudo está na nossa cultura, foi passado de geração em geração, e essas coisas que resultam em desigualdade e uma educação que são os combustíveis pra violência que a gente tem hoje lá. Acho que tudo isso é entrelaçado, uma coisa tem relação com a outra, e o processo natural é a gente passar todas essas experiências pra adquirir conhecimento e mudar mais pra frente. Claro, que não é pra esperar as coisas caírem do céu, a gente tem que fazer a nossa parte, que é educar nossos filhos, não ser corrupto – mesmo nas pequenas corrupções do dia a dia e tentar entender nossa própria história, comparando o Brasil com países que tiveram o mesmo que a gente na história como Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, os países que foram colonizados na África. E em comparação com esses países, acho que a gente está numa posição relativamente boa, apesar dos pesares.

    Mais uma vez, não to tentando justificar nada, só tentei trazer mais informação para os debate, ou uma nova visão. E desculpa o textão. 😀

    • Entendo e concordo com muitas colocações suas. Só digo que em meu texto não busco comparar o Brasil com país algum. Inpendendemente disso, se tem gente passando fome, se tem político roubando, se o povo vive com medo da violência, etc., então isso é assim, está errado, tem que ser mudado e pronto. Ninguém precisar comparar o Brasil com pais nenhum para saber que a situação está ruim, é indigna e precisa ser mudada. E também não é necessária qualquer comparação para constatarmos que está faltando civilidade do povo em geral.

      Obrigado pelo comentário, Nayara 🙂

  2. Prezado Sr. Rosenkrankz,
    Eu penso que está tudo certo. Mas por que nao é apresentado o outro lado do Brasil na Alemanha? Os Estados Unidos tem pobreza e tudo isso. Em menor número.Mas nao é comentado.Nem o Brasil sabe. Conheco as tres realidades: Brasil, Alemanha, Estados Unidos. Na Alemanha 60 milhoes sao pobres, por exemplo.Nao foi divulgado se somente de permancencia alema, cidadania ou nascidos alemaes.
    Mas o país fica conhecido como 200 milhoes de lixo. E tambem aulas de Geografia aqui também seria bom. Porque a confusao é geral. Assim como vice-versa………Sou por exemplo da regiao Sul, aliás qual cidade, seria bom que fosse nomeado, onde a realidade é outra e nao é apresentada aqui. É outra cultura de predominancia europeia sobretudo alema, já que aqui é um site Brasil-Alemanha.
    E também nao penso que a Alemanha precisou de “duas guerras para aprender a lidar com dinheiro” conforme li acima. Há mais de tres séculos é um país culto.Mas só interessa á mídia o que é negativo. Parece que notícia ruim dá notícia. E por motivos políticos nao interessa ver o outro lado do Brasil. Sao Paulo por exemplo. Nova Iorque tem também gente dormindo na rua…..- Claro que o senhor está nesta frequencia. Como a mídia daqui que colocou Belo Horizonte na regiao Sul…….é uma questao de Geografia. E a regiao Sul nao é divulgado e muito mal mencionada nos livros de Geografia.
    Estou exausta deste tipo de ponto de vista. Mas sobre o que o Brasil tem e os outros nao tem, nao li nada a respeito ainda. O Brasil tem responsabilidade ao nao divulgar.
    Saudacoes, Karla Hoff

    • Sra. Karla, se vou ao Brasil e vejo pessoas com medo de sair à noite, gente com medo de ir ao banco sacar dinheiro, gente morrendo de bala perdida, gente morrendo por violencia da polícia, assaltos à mão armada, corrupção em todos os cantos, uma educação que só serve de hálibi, etc., etc., etc., que Brasil espera que eu veja? Está me pedindo para admirar o jardim enquanto o teto da casa está caindo? Não acho que faça sentido.

      E outra coisa: A Alemanha tem 81 milhões de habitantes. Tem certeza que 60 milhões são pobres? Estamos falando da mesma Alemanha?

  3. Prezado Gustl Rosenkrankz

    Apreciei por demais a leitura de seu texto. Claro, bem embasado, completo.

    Antigamente eu dizia para aqueles que criticavam o país, que se mudassem. Hoje penso um pouco diferente. Acredito que temos de ter coragem de levar a público nossas críticas para criar discussões sobre pautas importantes ou relevantes, de modo a envolver cada vez mais pessoas, fazendo com que todos cresçam e, esperançosamente, mudar algo neste país. Até mesmo por quê acredito que o ponto de partida para mudar a maior parte das mazelas que temos é a educação. Vejo a educação cada vez mais enfraquecida. Vejo uma Pátria Educadora que é educadora de quê? Cambalachos? Falcatruas? Bem, deixemos isto de lado por enquanto… Perdemos vários bondes na história mas entendo que perdemos nossa maior oportunidade de crescer e virar um país melhor no período que se iniciou por volta de 2003/2004, de pujança econômica e financeira, obtida graças à uma estrutura construída nos anos anteriores a 2002 (anos muito criticados pois sacrificaram pessoas físicas e jurídicas, mas acho que quem tem consciência sabe que não há bônus sem ônus), onde poderíamos ter investido maciçamente em educação básica e não em ensino superior de baixíssima qualidade. PROUNIs , FIESes e outros programas do gênero iludem os jovens de que vão conseguir empregos melhores, salários melhores quando na realidade, não há qualificação. A formação provida é medíocre. Logicamente pessoas vão me contestar dizendo que há pessoas que mudaram de vida após conseguir cursar uma graduação através do PROUNI. É claro que há casos assim. Como há casos do mensageiro que se tornou o presidente da empresa. A raiz deste problema e a semente da solução é o ensino básico de qualidade.

    A perda da oportunidade que citei acima é potencializada ainda se observarmos nossa estrutura demográfica atual. Estamos no momento onde nossa população economicamente ativa e produtiva encontra-se numa relação ótima de proporção com a população inativa. Em breve o topo da “pirâmide” inverter-se-á com várias consequências na securidade social, produtividade etc.

    Por outro lado, há uma parcela da população que ainda me acalenta. Uma parcela que tem mentalidade guerreira (infelizmente pequena). Que não desiste, que trabalha, que é séria, que não se importa com chacotas sobre ser bobo em trabalhar enquanto outros dão seus “pulinhos” e conseguem viver “da mesma maneira”.

    Precisamos de mudança de cultura. Não podemos ter estudantes de programas como o “Ciência sem Fronteiras” que não conseguem proficiência na língua após um ano estudando no país que os recebe, nem críticas de outro país anfitrião dizendo que os estudantes brasileiros são preguiçosos. Não podemos mais ter programas, sejam os de educação, sejam os econômicos, sem conscientização, sem planejamento, sem contrapartidas.

    Desculpe-me por utilizar tanto de seu espaço mas achei que algo do que escrevi poderia também contribuir na discussão.

    Saudações.

    • Estou de pleno acordo com você, Carlos. Sem educação fica difícil promover mudanças. E essa educação falta. Gostei de ler < >.

      Um abraço 🙂

  4. Tudo isto posto e estando concorde com boa parte restou, para melhor entendimento de uma relação de causa e efeito, evidenciar que, durante toda a nossa história, incluindo os dias atuais, o Brasil sempre foi espoliado, achacado, roubado e sugado em suas riquezas, por diferentes empresas e instituições de diferentes nacionalidades, recebendo sistematicamente o seu povo as agressões resultantes de interesses espúrios, que subornam políticos e empresários para obterem os lucros sempre maiores e nunca findáveis, às custas da manutenção de um estado em que o povo precisa estar em sub condições humanas exatamente para não ter capacidade cognitiva e de indagação e análise do que lhe acontece. E é exatamente isso que estão pretendendo neste exato momento, ao subornar políticos empresários e instituições, com vistas a se apoderarem de uma nova riqueza: o Pré Sal. Estão fomentando ódios, mentiras, confrontos sobre temas obscuros… numa nova tentativa de impedir que o governo mantenha projeto de retirar esse povo das condições citadas. E esta já é a terceira vez, na história recente que isto acontece. Com Getúlio na década de 1950, com João Goulart na década de 1960 e agora, quando o país começa a implantar sistemas que já retiraram mais de 40.000.000 de pessoas da miséria absoluta e em que o ensino começa a dar sinais de um avanço metodológico e qualitativo, em especial nas regiões menos favorecidas, como o as do Nordeste. E ao que nos parece, isto não interessa aos que pretendem manter uma colonização à distância, com suas multinacionais e bancos que só enxergam no lucro crescente a razão de suas existências, difundindo a competição e não a colaboração, o ódio e não a amizade. Afinal, tem que haver um povo escravo para que outros se sintam melhores e mais poderosos. E por isso surge, necessariamente, a comparação. Falar do que precisa ser feito sem dimensionar os entraves para fazê-lo é o mesmo que dizer ser possível enxugar gelo.

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