RACISMO E XENOFOBIA NA ALEMANHA




Penso que falar de racismo e xenofobia na Alemanha implica em abordar duas perguntas básicas, que permitem uma diferenciação:

Há racismo e xenofobia na Alemanha?

e

A sociedade alemã, como um todo, é racista/xenófoba?

A resposta à primeira pergunta é “Sim, existe!”, como em todo lugar, como em qualquer parte do planeta. O preconceito entre seres humanos é uma coisa feia, um veneno, um câncer que destrói nossa convivência neste mundo. E isso existe também por aqui, sempre existiu e sempre existirá. No momento, observamos até um crescimento dessa tendência medíocre humana, que é manifestada por passeatas em diversas cidades contra uma suposta islamização da Alemanha, através de um movimento chamado PEGIDA, que vou abordar mais adiante.

Já a segunda pergunta pode ser claramente respondida com um “Não!”. A sociedade alemã como um todo é aberta e tolerante, gosta de outras culturas e as respeita e aceita e até promove a mistura cultural, valorizando a presença de migrantes como fator de enriquecimento da cultura do país.

Mas vamos ver o que está acontecendo:

PEGIDA: um movimento populista que está tentando espalhar xenofobia e racismo no país

PEGIDA (Patriotische Europäer Gegen die Islamisierung des Abendlandes = Patriotas europeus contra a islamização do ocidente) é o nome de um movimento na Alemanha que se autointitula “das Volk” (= o povo), sugere representar o “meio da sociedade” e que luta contra uma suposta islamização do ocidente, liderado e instigado por neonazistas com vasta lista de antecedentes criminais, políticos populistas e oportunistas e gente que recusa tudo que é diferente. Na verdade, trata-se de um movimento que propaga desinformação, recusa o diálogo e manipula certa camada da sociedade, que já tem uma tendência racista latente, espalhando medo contra uma invasão de estrangeiros que já estaria acontecendo. Esse movimento tem reunido pessoas em passeatas nas segundas-feiras, em várias cidades alemãs, mas principalmente em Dresden, capital da Saxônia, onde já chegaram a participar aproximadamente 17 mil pessoas. PEGIDA tem ocupado bastante a discussão pública na Alemanha, a imprensa tem abordado constantemente o tema e a classe política tem se posicionado de formas variadas. Sim, o movimento PEGIDA evidencia ainda mais algo já evidente: há racismo e xenofobia na Alemanha, mas é importante questionar se esse movimento é representativo para todo o país? Não, não é. Vamos ver a seguir por que.

Uma tendência europeia

Depois da crise financeira de 2008 e das crises seguintes, que abalaram a economia de vários países da Europa, causando desemprego, medidas drásticas de redução de despesas estatais, mas poupando os causadores das crises, ou seja, os bancos, os ricos, tendo o povo que arcar com as consequências sem que houvesse punição dos verdadeiros malfeitores, ocorreu um crescimento da insatisfação com a classe política em geral, já que o povo tem ainda que viver com a impressão de estar sendo literalmente lesado em um ambiente capitalista selvagem, onde ricos ficam cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. E junto a essa insatisfação legítima, tem crescido o medo, medo do futuro, medo da incerteza do que está por vir, o que é mais do que compreensível diante de um nível altíssimo de desemprego (Grécia 26%, Espanha 24%, Portugal e Itália 13%), que atinge principalmente os jovens (Espanha 54%, Grécia 49%, Itália 43%, Portugal 33%) e diante da falta de perspectiva e da falta de credibilidade da classe política europeia, que continua praticando uma política que beneficia empresas, bancos e ricos, às custas da classe trabalhadora e do cidadão comum.

Ao mesmo tempo, cresce no mundo os problemas com o terrorismo, guerras, secas, corrupção, fanatismo religioso, o que tem feito muitas pessoas migrarem, fugindo da violência e da fome, buscando uma vida melhor e mais segura em outros lugares, muitos vindo para a Europa, arriscando a vida, atravessando o Mar Mediterrâneo em “cascas de nozes” (Nussschalen, nome alemão dado a barcos pequenos não apropriados para tal travessia) lotadas de gente, pagando caro a gangues de contrabandistas de gente, correndo o risco de morrer no mar ou ainda antes, assassinados por traficantes de órgãos ou de escravos, praticamente sem que o mundo tome ou queira tomar conhecimento disso. São atualmente 51 milhões de refugiados, que procuram abrigo em algum lugar mais seguro do planeta. Esse êxodo e a violência, a agressão que leva pessoas a abandonarem sua terra preocupam e metem medo, em todo mundo, em todo o mundo, não somente na Europa, não somente na Alemanha.

Essas duas realidades se juntam, e ocorre então um abuso perigoso: populistas e racistas misturam tudo, aproveitam-se da situação de medo para propagar preconceitos e xenofobia, exagerando e criando um elo entre problemas e migrantes, culpando-os praticamente por tudo, torcendo verdades e fatos, mentindo e manipulando pessoas que andam preocupadas com seu futuro e temem todo e qualquer fator que aumente sua insegurança. E é assim que vemos um crescimento de partidos de extrema direita em vários países, na França, na Inglaterra, na Holanda e também no Parlamento Europeu. Apesar da economia alemã ter sido pouco afetada pela crise, pode-se observar tal tendência também aqui, mostrada principalmente pelos votos dados ao partido AfD (Alternative für Deutschland), na verdade um grupo populista e oportunista, que caça votos com temas atuais, adequando sempre sua posição ao momento. No auge da crise econômica na Europa eles eram contra o Euro como tema principal, mas agora, diante da acentuada imigração, eles são contra os estrangeiros que “vêm para cá para saquear o sistema social e islamizar a Alemanha”, duas inverdades, construção da cabeça de gente perigosa, que tenta destruir a paz social para tentar chegar ao poder. E essa tendência pode ser observada em toda a Europa.

O “fracasso” dos partidos políticos tradicionais e o crescimento do partido AfD

O fato do AfD ter recebido muitos votos nas últimas eleições não significa necessariamente que o número de simpatizantes desse partido esteja realmente crescendo. O que temos no momento é uma situação que sempre é bastante perigosa: uma espécie de vácuo, com perda de credibilidade da classe política, que tem governado na Alemanha sem se comunicar direito com a população, sem levar os medos do povo a sério e sem devolver aos eleitores um sentimento de justiça, terminando essa impressão geral de que o rico apronta e sai ileso, deixando o estrago para ser consertado e pago pelos contribuintes. Além disso, cresce o número de casos de corrupção e incompetência administrativa na Alemanha, como o exemplo do aeroporto de Berlim, que era para ter sido inaugurado em 2011, mas até hoje não está pronto, e já custou 5 vezes mais que o previsto (e esse é só um exemplo de vários outros). O povo tem a impressão de ter que apertar o cinto, enquanto políticos jogam dinheiro pela janela e os ricos, grandes empresas e bancos sempre saem ganhando. Tudo isso tem causado um tipo de fadiga política nos eleitores alemães, que terminam elegendo determinados partidos, como foi o caso do Partido dos Piratas nas eleições municipais em Berlim e como foi o caso da AfD nas últimas eleições europeia e estaduais. Ou seja, muita gente termina votando em partidos alternativos (Os Piratas) ou em populistas (AfD) por falta de opção, como forma de protesto e por não acreditar mais que os outros partidos, que governaram até agora, tenham realmente algum interesse em mudar alguma coisa. Com 4,7% nas últimas eleições federais, não se pode dizer que o partido AfD esteja movimentando a massa, mas mesmo assim: populismo sempre é perigoso!

Uma aliança perigosa: populistas + neonazistas + racistas latentes = PEGIDA

Como tem aumentado muito o número de imigrantes na Alemanha e, ao mesmo tempo, o ISIS (estado islâmico – escrevo propositadamente em letras minúsculas, já que se trata de um grupo de terroristas monstruosos, que não merecem meu respeito, nem minhas maiúsculas!) tem propagado terror e barbaridade na Síria e no Iraque, fazendo com que o número de refugiados cresça ainda mais, o partido AfD tem mudado seus slogans, deslocando o foco do Euro para a xenofobia, acordando os racistas latentes, que até agora eram mantidos sob controle por outros partidos. Ao perceber que perdeu eleitores para o AfD, o partido CSU, por exemplo, que governa na Baviera, ficou nervoso, entrando na onda populista e propagando também uma política restritiva contra estrangeiros. Sua última ideia absurda foi a de querer obrigar estrangeiros a falarem alemão mesmo dentro de casa, com sua família, o que na verdade foi puro populismo, já que algo assim nem seria permitido pela constituição alemã e nem conseguiria a maioria necessária a nível federal. Mesmo sendo praticamente uma “ideia de jerico”, que já foi voltada atrás, isso tem que ser levado a sério, pois mostra como a classe política está nervosa, com medo de perder ainda mais votos para o AfD, arriscando assim também a perda de suas maiorias nos estados ou no parlamento federal. E é exatamente esse populismo que é propagado pelo movimento PEGIDA, que prega, sem qualquer fundamento, que “os islamistas estão invadindo a Alemanha e a Europa”, fomentando medo e dando espaço a racistas, que só esperam uma chance para expressar sua falta de respeito pela dignidade humana. Em minha opinião, é o mesmo tipo de gente que no passado perseguiu judeus e hoje persegue muçulmanos, mas também romenos, búlgaros e qualquer um que não caiba no universo limitado deles. E esses racistas não são apenas os latentes, que normalmente omitem seus preconceitos em público por falta de apoio na sociedade, mas também neonazistas, que praticam racismo abertamente, o que torna essa aliança ainda mais perigosa. Assim, vemos um movimento que une o AfD ao NPD (partido de extrema direita) e outros grupos radicais, na verdade a nata dos xenófobos alemães.

PEGIDA protesta contra estrangeiros, torcendo verdades e fatos. Enquanto eles pregam que os imigrantes vêm para cá para viver às custas do sistema de amparo social, eles ignoram conscientemente o fato de que é somente uma minoria que busca ajuda do Estado e que os imigrantes geram um superávit de 22 bilhões de euros na economia alemã. Enquanto eles pregam que a Alemanha já tem imigrantes em excesso, eles ignoram o fato de que a Alemanha precisa de 200 mil migrantes por ano para que o padrão de vida daqui seja mantido, já que a população está encolhendo devido à baixa taxa de natalidade e ao envelhecimento do povo alemão como todo. Ou seja: PEGIDA é um movimento de protesto baseado em mentiras e em fatos torcidos. Além do mais, os organizadores e participantes desse movimento se fecham ao diálogo, se negam a falar com políticos de outros partidos e com a imprensa, querem impor uma verdade construída e absurda e não aceitam qualquer opinião diferente.

Para perceber o absurdo desse movimento, basta constatar que seu berço é a cidade de Dresden, onde vivem somente 0,4% de muçulmanos (porcentagem em toda a Alemanha: 4,89%). Percebem o paradoxo? Em uma das cidades com menor taxa de fiéis do islamismo, se fala de islamização do ocidente, de invasão dos muçulmanos. Isso mostra que por trás desse movimento não se encontram fatos, mas sim um racismo gratuito, sem fundamento, que não deve e não pode ser aceito. Não há motivos para falar de “islamização da Alemanha”. Vivo em Berlim, onde há um grande número de muçulmanos e nem aqui percebo nenhuma “invasão”.

As reações

Fatos recentes mostram claramente que PEGIDA não representa o povo alemão e que a Alemanha é um país tolerante e aberto para imigrantes: enquanto 17 mil foram às ruas de Dresden para dar vazão à sua postura racista, muito mais gente saiu para protestar contra eles. Somente em Munique foram 12 mil, outros milhares em diversas outras cidades, inclusive na própria Dresden, e o número de protestos contra PEGIDA está crescendo. A chanceler Angela Merkel se distanciou claramente desse movimento e de qualquer forma de discriminação contra migrantes, o presidente da Alemanha Joachim Gauck, diversos outros políticos e pessoas famosas e diversas organizações mostraram sua aversão contra esse movimento. Até o sindicato patronal (Arbeitgeberverband) protestou abertamente. E estão programados diversos outros protestos anti-racismo em várias cidades, inclusive aqui em Berlim. Ou seja: esses racistas são uma minoria e não representam de forma alguma o povo alemão.

É de se estranhar, entretanto, a reação do partido CSU, da Baviera, que continua nervoso e tentando surfar na onda do populismo, cobrando regras mais severas contra exilados políticos e refugiados de guerra. Mais estranha ainda é a reação de determinados migrantes, inclusive brasileiros, que, igualmente nervosos, por medo ou mesmo por tendências racistas próprias, apoiam um movimento que também os recusa. É ingênuo acreditar que racistas e neonazistas estão combatendo somente o Islam. Como já ocorreu no passado, quando “die Bösen” (os inimigos, os maus) eram os judeus, mas se perseguiu a todos e a tudo que não cabia no universo limitado dos nazistas (homossexuais, negros, deficientes físicos, comunistas…), hoje se usa uma suposta islamização do ocidente para criar um clima xenófobo. Caso esse movimento venha ter sucesso (o que não acredito, pois “das Volk”, o verdadeiro povo da Alemanha, é tolerante e aberto!), isso afetará a todos nós, também os migrantes que defendem tal movimento. Na cabeça desse povo, todos nós estrangeiros estamos aqui para sugar a ajuda social, tirar emprego dos alemães, roubar suas mulheres e destruir a cultura local. Sim, é assim que eles argumentam, abertamente e sutilmente. Apoiar isso é ser preconceituoso também e, além do mais, é atestado de pouca inteligência, pois seria só uma questão de tempo até que também esses migrantes se tornem vítimas desse movimento. É muito triste ver compatriotas propagando um preconceito cego contra muçulmanos, mostrando que xenofobia realmente existe em todas as culturas.

Concluindo

PEGIDA não é um movimento que representa o povo alemão. Ele é organizado por políticos populistas e racistas e por neonazistas, não se baseia em fatos e é seguido por gente que já sofre de racismo latente e outros que simplesmente têm medo, são desinformados e buscam um culpado por tudo. Sim, decerto há pessoas que não são necessariamente racistas, que vão por medo e/ou ignorância, mas medo e ignorância jamais isentaram ninguém de sua responsabilidade pelo que faz. O que PEGIDA está tentando já foi tentado no passado por nazistas e isso não deu em coisa que prestasse, como sabemos. A Alemanha como todo é um país tolerante, aberto para migrantes. Sim, aqui há racismo, como em todo canto, mas esse racismo se limita a uma minoria limitada. Fato é que Alemanha precisa de imigrantes. Sem eles, a economia alemã já teria entrado em colapso há muito tempo. E também o sistema social. Fato é que a Alemanha, devido à sua história e ao passado nazista, que perseguiu, espalhou terror e matou em nome de um racismo doentio, tem a obrigação moral de dar abrigo a refugiados, de amparar quem é perseguido, de acolher quem bate à sua porta, já que ela mesma, a Alemanha, conhece o êxodo de alemães, conhece o que significa fugir de guerra e terror. E tem a mesma obrigação moral também de combater qualquer tendência racista, xenófoba e populista, seja lá de que lado ela vem, seja lá quais os supostos motivos para isso. E, também por isso, estou convicto de que a maioria tolerante na Alemanha não permitirá que esse movimento se espalhe. Os racistas são barulhentos, mas a maioria é mais sensata.

Sim, há problemas em relação à imigração, ao número rapidamente crescente de imigrantes e é mais que necessário, até urgente, que ocorra um debate na sociedade sobre o assunto. Penso que o medo das pessoas deve ser levado a sério, mas de forma sensata, em diálogo. Mas penso que um diálogo não deveria ocorrer, já que nem é possível, com quem usa seus medos e o medo alheio para disseminar racismo, discriminação e desrespeito pela dignidade humana. Racismo não pode ser aceito de forma alguma, mesmo quando se usa um medo (suposto ou real) para justificá-lo.

Nunca fui fã da política de Angela Merkel, mas gostei do que ela disse, dela ter se distanciado claramente desse movimento. Pelo menos teve coragem e reagiu cedo e não esperou como Helmuth Kohl no início da década de 90, que só reagiu depois que vários migrantes foram mortos por gente assim, como em Solingen, em 1993, quando cincos pessoas de origem turca morreram queimados em um incêndio causado por extremistas de direita.

E quanto aos migrantes (também brasileiros) que apoiam tal tipo de movimento racista/xenófobo, fica a dica: penso que antes de se posicionar politicamente em outro país, seria bom buscar informações (por exemplo, sobre quem está por trás de um movimento), conhecer e respeitar a história local e refletir (também sobre os próprios medos) antes de propagar qualquer coisa sem nexo, mesmo porque vocês também não são bem-vindos por esses racistas. Apoiá-los é como se um condenado apoiasse o próprio carrasco.

Links:

Wikipedia: O atentado de Solingen (em alemão)

Deutsche Welle: O discurso de ano novo da Chanceler Angela Merkel (em português)

ARD – Vídeo: O discurso de ano novo da Chanceler Angela Merkel (em alemão)

Deutsche Welle: Milhares protestam contra movimento “anti-islamização” (em português)

sapo.pt: Sentimento anti-estrangeiro une manifestantes na Alemanha (em português)

Foto: deutschlandfunk.de

Respeite os direitos autorais e de propriedade intelectual do autor. Não use sem autorização!




Sobre Gustl Rosenkranz 134 Artigos
Escrevo sem luvas porque tocar é importante.

5 Comentário

  1. Bom, sou bastante leiga quando o assunto é racismo, xenofobia e perseguição política. Eu acabo de me mudar para Berlin e foi gritante para mim o descontentamento das pessoas comigo. Fui até vítima de ataque na rua. Escutei piadinhas ditas em Alemão, quase fui atropelada por uma moça que decidiu sair com o carro estacionado em cima de mim. Já vim para Berlin várias vezes, desde 99, mas parece que a coisa esquentou por aqui. Gostei muito do seu texto só não entendi uma coisa: você diz que deve haver um debate social acerca da chegada continua de estrangeiros no país. Ao mesmo tempo diz que a Alemanha precisa de 200.000 mil imigrantes por ano para manter o padrão de vida. As duas idéias parecem não casar. Me doa assim: os Alemães precisam dos escravos imigrantes para manter a sua vida boa, mas é melhor não deixar muitos entrarem para não comprometer os interesses dos alemães. Aí eu lhe pergunto: não seriam então os alemães que estão ajudando os estrangeiros, pois há uma necessidade de ajuda mútua?

  2. Estive morando em Berlim por algum tempo bem recentemente. Não falo alemão, só inglês. Se eu ficasse muda, me tomavam por nativa e não havia problemas. Se eu abrisse a boca era tratada com rudeza tanto por alemães cristãos como islamitas. Bastava ouvirem o inglês. O clima em Berlim esta TENSO. Morei em Londres nos anos 70, e a gente achava tenso. Agora, acho que aquela epoca com as bombas do IRA e tudo o mais foi maravilhosa. Voltei pro Rio de Janeiro que esta em calamidade pública e com guerra do tráfico na rua. Estou melhor aqui.

    • Realmente, Fabiana, a situação anda tensa, não só em Berlim, mas em toda a Europa. O continente está colhendo os frutos de sua política das últimas décadas, tanto interna (com um aumento enorme da injustiça social) e externa (com o aumento significativo da migração – causada por guerras e conflitos fomentados por uma política egoísta e protecionista e com armas exportadas também por empresas europeias). Isso agora está se encontrando e causando esse clima tenso. Mas, francamente, ainda está mais seguro que o Rio 😉

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*